Dicas para tirar boas fotos dos imóveis e fechar negócio
Desde 1826, quando o francês Joseph-Nicéphore Niépce fixou uma imagem da janela de sua casa, o mundo nunca mais seria o mesmo. Nascia um modo de se ‘capturar’ a realidade, ainda que por poucos segundos. Foi o início da história da câmera fotográfica, hoje uma ferramenta facilitadora – e por vezes, inseparável – de algumas pessoas. É fácil verificar essa cumplicidade: basta acompanhar qualquer eventualidade em uma rua, em um bairro, onde qualquer um poderá retirar de seu bolso um smartphone e ‘click’. Mais uma foto foi tirada.
Porém, há uma diferença entre as fotos casuais e as profissionais. E é sobre estas últimas que o corretor imobiliário pode ter em uma câmera como uma excelente ferramenta de trabalho. Fotos de qualidade podem ser utilizadas pelas imobiliárias para montar seus catálogos. Por isso, criamos uma série sobre como a fotografia pode ajudar na hora de mostrar um imóvel.
As fotos externas
Para que um cliente em potencial tenha noção da localidade e da vizinhança, é importante que o corretor imobiliário tire fotos do ambiente ao redor da casa ou apartamento e claro, do próprio imóvel. Por isso, a câmera escolhida faz diferença no resultado final.
Os modelos compactos têm um inconveniente: possuem um sensor de detecção de luz simples e pequeno. Como as fotos dependem da luz, é necessário uma boa quantidade de iluminação para uma foto de qualidade. Dias ensolarados facilitam as fotografias, podendo ser feitas com câmeras simples.
No entanto, se houver pouca luz, a câmera compacta não é a mais indicada, porque a foto sairá borrada ou escura. Nesse caso, será necessário uma máquina fotográfica com lentes e flash. Por ser embutido, o flash da câmera compacta não dispersa a luz corretamente, tendo como resultado final o objeto em primeiro plano totalmente iluminado e o restante mais escuro.
Nessas câmeras, uma alternativa é o ajuste do ISO da câmera. O ISO,International Organization for Standardization, é a classificação da sensibilidade do filme. Em ambientes externos, quanto maior a quantidade de luz, menor o ISO, que no caso deve ser ajustado para 100. O ISO 800 é recomendado para ambientes fechados e com pouca luz. Pode-se ajustar o ISO de 100 a 400 em dias claros e 800 em dias nublados.
Dias claros são os mais propícios para fotografar porque revelam a incidência e luminosidade solar. Isso inclui sombras – por exemplo, se um prédio muito próximo faz sombra no local em análise. Não é interessante comercialmente, mas por outro lado também não é interessante ocultar esse tipo de informação. Porém, se o imóvel é um apartamento e for voltado para o norte, será mais bem cotado, porque recebe luz e calor do Sol. Ao contrário, os apartamentos voltados para a face sul são muito mais propensos a serem frios.
As fotos internas
O mesmo cuidado com fotos externas deve ser levado em conta nas fotos internas. Apesar do fácil acesso de hoje a qualquer tipo de câmera, a imobiliária pode convocar um fotógrafo para um trabalho diferenciado, ou investir em uma câmera semiprofissional, que será uma boa ferramenta para seus corretores imobiliários.
Em ambientes internos, o mais comum é utilizar uma câmera com tripé, flash eletrônico e lentes especiais para não ter risco da imagem distorcer. Um bom fotógrafo saberá combinar a angulação do ambiente com a luz interna para alcançar resultados satisfatórios, mesmo que haja falhas no local.
A primeira ação a se tomar na hora de tirar fotos internas é acender todas as luzes do ambiente. É um artifício para dar uma noção maior de profundidade e variação de cor na textura da imagem. Mas o fotógrafo deve tomar cuidado com a iluminação artificial, que pode refletir em quadros, janelas, espelho ou outra superfície refletora.
Se a luz interior não for forte o bastante, o fotógrafo pode fazer uso de luz externa, como flash ou mesmo luzes estroboscópicas para equilibrar a luz do ambiente interno. Como estes instrumentos são mais usados por profissionais da área de fotografia, talvez seja mais oportuno substituir as lâmpadas ambientais incandescentes por de tungstênio, mais fortes. Outro cuidado a se tomar é com a luz natural adentrado no recinto, que pode refletir nas janelas, comprometendo a imagem.
No caso do corretor imobiliário contar apenas com uma câmera mais simples, mas com um flash portátil, deve-se evitar apontá-la diretamente para o ponto focal. O mais correto é desviar do alvo, como se estivesse focando uma parede ou teto. Exemplo: se o alvo for uma mesa central, foca-se mais para o alto. Isso ajuda a dispersar e a difundir a luz por todo o cômodo.
Além dos cuidados com iluminação, há a questão do próprio ambiente. É uma casa/apartamento mobiliado para alugar? Não tem mobília? Com ou sem mobília, temos que lembrar que a foto está capturando um campo tridimensional em uma superfície bidimensional. Para dar noção de espaço, se o ambiente é muito pequeno, o segredo é evitar apontar o foco direto para as paredes, porque isso deformará a perspectiva. O mais recomendado é tirar as fotos posicionando a câmera nos cantos do cômodo.
Outro truque é fotografar de um ângulo mais baixo e com uma lente especial, de angulação maior. Claro que câmeras compactas não são feitas para troca de lentes; nesse caso, a câmera deve ser semiprofissional ou profissional.
Em ambientes mobiliados é mais fácil, pois pode-se escolher um elemento chave para dar destaque na foto. Alguns usam um vaso sobre uma mesa, por exemplo. Em um ambiente vazio, apenas para uma noção de proporção, pode-se incluir ao menos um objeto, como uma cadeira, por exemplo.

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